Archive for June, 2008

Participei hoje do evento “VMware Virtualization Forum 2008“, patrocinado pela VmWare e suas patrocinadoras como a Intel, HP, CA, EMC… Embora o evento maior da VmWare se passe “lá fora”, o evento aqui no Brasil foi bem interessante e tiveram suas inscrições esgotadas.

Nintendo Wii

O evento foi gratuíto, contando com café da manhã, Coffee Break, Almoço e Coquetel de encerramento com o sorteio de alguns prêmios, como dois Ipod Touch e dois Nintendos WII, no qual eu tive a puta sorte de ganhar!!! :-D Nunca ganha nada em sorteio algum, porém dessa vez eu realmente preciso agradecer a Deus pelo presentão de aniversário que eu não teria condições de comprar!!! :-D Alias, agradeço de algum usuário desta maravilhosa tecnologia pudesse deixar alguns dicas para mim a respeito do console ;)

Bom, voltando ao evento em si, com tanta coisa “de graça” bancada pelos patrocinadores, era de se esperar que os mesmos tentassem vender seus produtos durante as palestras. Não gostei de ver apresentações com slides “shareados” dando aquela sensação estranha Deja’vu…

Portando, com as palestras mais voltadas ao publico gerencial e não técnico, o evento deve ter agradado as pessoas que não precisam saber como o motor funciona, querem apenas ligar a chave e esperam que o carro saiam andando — e seus técnicos que se virem para aprender como a coisa funciona :)

Na parte da manhã tivemos palestras muito interessantes como:

- a Polícia Federal, mostrando sua solução de Virtualização usando Blades (edizendo que os dados ainda não estão todos centralizados, portanto, teoricamente você ainda pode cometer um delito em cada cidade do brasil ;) )

- um estudo da IDC, muito bem apresentado com conteúdo técnico e gerencial bem dosado falando sobre as próximas tendências do mercado, e ainda sugerindo métodos para você virtualizar seu ambiente com a maior segurança possível;

- Tecnologia Quad-Core da Intel, mostrando os aspectos voltados à virtualização e prometendo novidades enormes ainda este ano;

- Case da PRODAM, mostrando os desafios de migrar um Data Center de local, arruma-lo e ainda Virtualizar para abstrair o Hardware. Não posso deixar de citar a quantidade de equipamentos velhos e obsoletos que faziam parte do DC deles, e também as duas toneladas de cabos de rede desnecessários que foram removidos durante a migração, pois os comentários que se escutava era: “está vendo o que é feito com o seu dinheiro dos impostos?” 8)

Acho ainda interessante dizer que na parte da tarde, a cada palestra de 1 hora o pessoal da vmware abriu um espaço de 15 minutos para algum parceiro deles falaram um pouco sobre a empresa, e por incrível que pareça, esses 15 minutos foram extremamente técnicos (NetApp, EMC e Sun com o Rafael Tinoco, que mandou muito bem no FISL 9.0) alegrando eu e mais o restante de público Nerd não-gerente ali presente.

Claro que eu já esperava que o evento seria mais voltado à executivos de Terno e Gravata do que para Nerds de Jeans e Camiseta, portanto não posso dizer que estou decepcionado pois eu sabia que isso não era nenhum FISL. Muito pelo contrário, o lugar foi muito bem escolhido, a organização foi ótima e o evento bastante proveitoso.

Também serviu para encontrar velhos amigos (ex-professores do meu colégio, colegas de classe da faculdade, amigos de outras empresas e figuras que eu só encontro no FISL), além de perder um pouco o medo do inglês tentando fazer uns gringos entender que na maior parte das vezes, nós não usamos Linux porque é “de graça” ou é mais barato do que a solução X ou Y — muito pelo contrário, na maior parte das vezes nós pagamos pelo Linux (SuSE, Red Hat) mas usamos devido a suas características serem superiores do que as dos concorrentes, como por exemplo Desempenho, Estabilidade e Segurança.

E foi bom saber também que as empresas estão correndo atrás em adaptar seus produtos/ soluções para Linux nos próximos meses (o VConverter da VizionCore me parece muito promissor). Além do mais, as empresas que já tem solução para Red Hat ainda não expandiram a mesma para SuSE ou Ubuntu devido a problemas gerenciais, como o treinamento do pessoal de suporte e etc, e não por problemas técnicos.

Muito interessante também o pessoal da NetAPP elogiando o iSCSI que geralmente não é bem vindo por ser uma alternativa barata às caríssimas soluções com FC/HBA…

E para fechar, uma feature do VmWare que eu gostei muito e sinto falta no Xen é o chamado “VmWare LifeCycle Manager” que irá cuidar que as suas máquinas virtuais não se proliferem e espalhem em seu ambiente que nem coelhos, pois como é muito fácil provisionar a mesma é também muito fácil você perder o controle e não ter mais certeza se a VM está ou não sendo utilizada ainda…

Bom, vou parando por aqui e peço desculpas se o texto ficou muito grande ou com as idéias desordenadas… agora preciso descansar pois amanhã terei mais uma migração grande para fazer de madrugada, portanto, um dia desses eu arrumo melhor este texto ;)

Boa noite para vocês
Diga “WI!!!!!!!” :D
PS: O console só chega semana que vem…

* DRBD 8.x

DBRD é a acrônimo para o nome inglês Distributed Replicated Block Device. O DRBD consiste num módulo para o kernel de Linux que, juntamente com alguns scripts, oferece um dispositivo de bloco projetado para disponibilizar dispositivos de armazenamento distribuídos, geralmente utilizado em clusters de alta disponibilidade. Isto é feito espelhando conjuntos de blocos via rede (dedicada). O DRBD funciona, portanto, como um sistema RAID baseado em rede.

Referência: http://pt.wikipedia.org/wiki/DRBD

* GFS 1.x

O “Red Hat Global File System” é um Sistema de Arquivos para Cluster, que permite que vários nós leiam e escrevam dados simultaneamente em um dispositivo compartilhado.

O GFS suporta ACL’s e atributos extendidos, diferente se seu concorrente direto, o OCFS (Oracle Cluster File System)

Vale observar que a versão 2.0 do GFS ainda é considerado “Technology Preview” e não deve ser usado em produção.

Porém, o GFS congela todo o I/O se ele perde um nó (cliente), e fica congelado até o que o nó retorne ou que o mesmo seja “fenced”.

Referência: http://www.redhat.com/gfs/
http://en.wikipedia.org/wiki/Comparison_of_file_systems

* Fence Devices

Fence é algo difícil de traduzir para a nossa língua, assim como a palavra “proxy” O Babylon sugere “grade; muro; cercar; proteger” enquanto o Google Translator sugere “vedação”.

Enfim, é algo nesse sentido: Se um nó do cluster apresenta problemas, para evitar que esse cara escreva algo no FileSystem? e acabe por corromper o mesmo, é necessário que o mesmo seja “fenceado”, ou seja, tirado da jogada. As formas comuns se se fazer isso são:

- Desligando a alimentação de energia deles;
- Desligando a porta do switch;
- Reiniciando a máquina usando DRAC/RSA/ILO (Dell, IBM e HP respectivamente);
- Manualmente;

Utilizaremos a forma menos recomendada (manual) devido a falta de infra-estrutura para utilizarmos as demais. Um script do modificado do DRBD irá tornar o fencing_manual em um fencing automatizado :-D

Referência: http://www.everlinux.com/blog/2008/04/22/redhat-enterprise-linux-51-cluster-suite/

* LVM

Usaremos LVM para garantir flexibilidade da solução:

Criar volumes LV nas duas máquinas

# pvcreate /dev/sda9
# vgcreate vol0 /dev/sda9
# lvcreate -L 105.94G -n lvm vol0

- Configurando o DRBD

Configurar o /etc/hosts para conter todas as maquinas, principalmente o hostname no IP principal e um nome para os IPs da rede de sincronismo:

127.0.0.1 localhost.localdomain localhost
10.10.10.1 hotsite-1.com.br
10.10.10.2 hotsite-2.com.br
192.168.0.3 drbd_hotsite-1 drdb_hotsite-1.com.br
192.168.0.4 drdb_hotsite-2 drdb_hotsite-2.com.br

Configurar o /etc/drbd.conf no master e slave

# DRDB Configuration
global {
usage-count no;
}

resource hotsite {
protocol C;

startup {
wfc-timeout 0;
degr-wfc-timeout 120;
become-primary-on both;
}
disk {
fencing resource-and-stonith;
}
handlers {
outdate-peer “/sbin/obliterate”;
}
net {
cram-hmac-alg sha1;
shared-secret “senha_secreta”;
timeout 60;
connect-int 10;
ping-int 10;
max-buffers 2048;
max-epoch-size 2048;
allow-two-primaries;
after-sb-0pri discard-zero-changes;
after-sb-1pri discard-secondary;
after-sb-2pri disconnect;
rr-conflict violently;
}
syncer {
rate 650M;
}

on hotsite-1.com.br {
device /dev/drbd0;
disk /dev/vol0/lvm;
address 192.168.0.3:7789;
flexible-meta-disk internal;
}

on hotsite-2.com.br {
device /dev/drbd0;
disk /dev/vol0/lvm;
address 192.168.0.4:7789;
flexible-meta-disk internal;
}
}

Inicializar as partições para o drbd no master e slave

# drbdadm create-md hotsite |
# drbdadm attach hotsite | drbdadm up hotsite
# drbdadm connect hotsite |

# drbdadm -- --overwrite-data-of-peer primary hotsite
# watch -n1 cat /proc/drbd
# drbdadm primary hotsite

Obs: Caso de erro de carga de modulo inicie o drbd com “service drbd start” mesmo acusando erro, isso fará com que carregue o modulo corretamente.

Inicializar o drbd no master e slave

# service drbd start

- Configurando o cluster para o GFS

* Crie o arquivo de configuração do cluster (/etc/cluster/cluster.conf) para o gfs, em todas as maquinas:

Vou colocar ele em um arquivo separado pois o wordpress não está gostando as tags do mesmo ;)

cluster.conf

Formatar a partição DRBD com GFS

# gfs_mkfs -t hotsite:gfs-00 -p lock_dlm -j 2 /dev/drbd0

Com isto ele irá iniciar o sincronismo com slave, pode ser observado executando o comando:

# watch -n 1 cat /proc/drbd

Inicie o serviços de cluster:

# service cman start

Testando

# mount -v /dev/drbd0 /data
# for i in `seq 1 10`; do a=`echo $RANDOM`; dd if=/dev/zero of=/data/$a bs=1k count=$a; sleep 1; done
# ls -ltrk /data

Forçando um reboot:
# echo 1 > /proc/sys/kernel/sysrq
# echo b > /proc/sysrq-trigger

Para forçar o sincronismo de uma máquina
(faça somente se souber o que está fazendo)
# drbdsetup /dev/drbd0 primary -o

Ordem dos scripts:

Essa deverá ser a ordem para init level 0 e 6, pois durante o reboot/ shutdown da máquina o procedimento é o seguinte:
- Desmonta a partição
- Tira a máquina do Cluster
- Para o DRBD

[root@hotsite-2 /etc/rc0.d]# ll | egrep '(partition|drbd|cman)'
lrwxrwxrwx 1 root root 12 Jun 13 11:57 K80partition -> ../init.d/partition
lrwxrwxrwx 1 root root 14 Jun 13 11:47 K81cman -> ../init.d/cman
lrwxrwxrwx 1 root root 14 Jun 13 11:57 K82drbd -> ../init.d/drbd

Para os init level 3, 4 e 5 deverá ser:
- Coloca a máquina do Cluster
- Inicia o DRBD
- Monta a partição do drbd (pois o mesmo irá falhar durante a inicialização)

[root@hotsite-2 /etc/rc3.d]# ll | egrep '(partition|drbd|cman)'
lrwxrwxrwx 1 root root 14 Jun 13 11:55 S21cman -> ../init.d/cman
lrwxrwxrwx 1 root root 14 Jun 13 11:55 S70drbd -> ../init.d/drbd
lrwxrwxrwx 1 root root 12 Jun 13 11:55 S91partition -> ../init.d/partition

O Script obliterate

O script Obliterate foi escrito pelo Lon Hohberger e está disponível aqui.

Eu alterei as últimas linhas pois o fence_manual precisa que o comando fence_ack_manual seja executado, senão o GFS não vai liberar o I/O do cluster enquanto o outro nó não retornar com sucesso…

#
fence_node $REMOTE
fence_ack_manual -O -e -n $REMOTE

if [ $? -eq 0 ]; then
# Reference:
# http://osdir.com/ml/linux.kernel.drbd.devel/2006-11/msg00005.html
# 7 = node got blown away.
exit 7
fi

# Fencing failed?!
exit 1

Referência: http://sources.redhat.com/cluster/wiki/DRBD_Cookbook